Os voos modernos são dispendiosos tanto em produção como em manutenção pois são projetados para cumprirem as missões com o mínimo de falhas possível (quer seja transporte de pessoas, mercadorias, ou uma missão de teor espacial). Com este objectivo em mente, os veículos são sujeitos a condições severas, tais como: diferenças de pressão atmosférica e de temperatura, elevada carga aplicada nos pontos estruturais críticos em várias componentes, entre outros testes que têm em conta estes e outros aspectos. Estes veículos são produto de uma complexa síntese de várias tecnologiags e ciências, incluindo entre outras: a aerodinâmica, a ciência dos materiais, estruturas e aviónica. É ao conhecimento em si e ao processo que combina estes vários ramos da ciência que designamos de engenharia aeroespacial. Esta complexidade impede um único engenheiro aeroespacial de participar num projecto em todas as suas fases e em vez disso um projecto aeroespacial é levado a cabo por uma equipe de engenheiros aeroespaciais, cada qual com a sua especialização em determinado ramo. O desenvolvimento e produção de um veículo aéreo ou espacial são processos que envolvem um compromisso entre capacidades, desempenho, tecnologia disponível e custos.
A origem da atual engenharia aeroespacial remonta aos tempos dos pioneiros da aviação no início do século XX. O conhecimento que havia inicialmente era empírico e muitos conceitos eram "importados" de outros ramos da engenharia. Apesar disto, os pioneiros aeroespaciais tinham preparação teórica em dinâmica de fluidos um ramo essencial que já era conhecido no fim do século anterior. Uma década depois dos voos com sucesso dos irmãos Wright (anos 20 do século XX) a engenharia aeronáutica teve um súbito crescimento devido ao desenvolvimento de aviões militares na Primeira Guerra Mundial. Mais tarde pesquisas que iriam constituir uma base científica fundamental continuaram, numa combinação de física teórica e experiências práticas. Vendo a possibilidade de usar foguetes de longo alcance (rockets) como suporte de artilharia, a Wermacht alemã criou a ABMA, uma equipe de investigação científica com Hermann Oberth na liderança. Foram desenvolvidas armas de longo alcance usadas na Segunda Guerra Mundial pela Alemanha Nazi como a A-séries de foguetes e mais tarde a infame V-2 Rocket (inicialmente designada de A4). Durante a Guerra Fria os EUA e a União Soviética competiram a nível aeroespacial (corrida espacial) da qual o ramo saiu beneficiado.
A primeira definição formal de engenharia aeroespacial surgiu em Fevereiro de 1958 e considerava a atmosfera terrestre e o espaço exterior como um único domínio, dando assim origem a um novo conceito que engloba aeronaves (aero) e espaçonaves (espaço): o aeroespaço.
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